João Calvino escreveu que Cristo é o espelho no qual contemplamos nossa eleição. Essa frase resume muito da sabedoria reformada clássica sobre a certeza.
Os frutos da santificação têm lugar importante. A Confissão de Westminster reconhece que eles servem como evidência confirmatória da graça. Mas a tradição reformada não quis fazer deles o fundamento principal da segurança. O fundamento continua sendo Cristo: sua obediência, sua morte, sua ressurreição e as promessas da aliança.
Quando olhamos principalmente para nós mesmos, a paz sobe e desce conforme nosso desempenho espiritual. Quando olhamos para Cristo, encontramos algo estável fora de nós. A obra consumada de Jesus não varia conforme nosso humor, nossa sensibilidade religiosa ou a força momentânea da nossa fé.
A vida cristã saudável não ignora a santificação. Ela apenas mantém a ordem correta: primeiro Cristo por nós, depois Cristo em nós. Primeiro a obra objetiva da cruz, depois os frutos que o Espírito produz. A certeza floresce quando a fé para de contemplar a si mesma e volta a contemplar o Salvador.
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