quarta-feira, 29 de novembro de 2023

O CONHECIMENTO DE DEUS

 

O CONHECIMENTO DE DEUS


É a maneira singular, como Deus conhece a si mesmo e todas as coisas possíveis e reais em um ato simplíssimo e eterno.

É um conhecimento abrangente, exaustivo, infinito, arquétipo, inato e imediato, simultâneo e não sucessivo.

 

  • è CONHECIMENTO NECESSÁRIO: Não possui associação com a vontade de Deus. É essencial em Deus. Deus se conhece e conhece todas as coisas.

Se Deus conhece algo, não significa que isso vai necessariamente acontecer.

 

  • è CONHECIMENTO LIVRE: Baseado no exercício da vontade divina. Está associado ao seu DECRETO. Porque Deus determinou fazer alguma coisa Ele a conhece. Quando Deus decide algo, esse algo sai do campo das possibilidades para a sua “futurização”, a concretização histórica.

Se Deus conhece algo, esse algo acontece, pois diz respeito ao que Deus planejou.

 

  • è Objetos do conhecimento divino: Deus conhece a si próprio, as ações escondidas que acontecem, as coisas que poderiam ter acontecido e os motivos imaginados – 1 Co 2.11/Mt 11.21.

 

  • è Alcance do conhecimento divino: O conhecimento divino abrange os assuntos passados, presentes e futuros. Hb 4.13, Jo 31.4; 34.21, Sl 56.8, Pv 5.21, 1 Co 4.5.

 

  • è Presciência: É o conhecimento do que vai acontecer na história. 1 Sm 23.10-124, Is 41.26-27, Is 42.9, Jr 38.17-20, Is 46.9-10.

 

A presciência é produto do decreto divino. Deus sabe tudo o que vai acontecer no tempo, porque ele planejou assim – Dn 4.35/ Pv 19.21.

 

Há que se pontuar que, na mente divina, não existe intervalo temporal entre o seu conhecimento e o evento propriamente dito, ou seja, não há  ideia de futuro, vez que conhece todas as realidades simultaneamente, não intervalos “nem antes”, nem “depois”. Ou seja, não existe presciência na mente divina, mas na mente humana, que é sujeito ao tempo e finito.


* Apontamentos do livro: O Ser de Deus  e os seus atributos – Héber Carlos de Campos

O AMILENIALISMO É PESSIMISTA?

 

O AMILENIALISMO É PESSIMISTA?

por Kenneth L. Gentry, Jr.

 

As posições escatológicas evangélicas básicas podem ser divididas em duas classes: otimistas ou pessimistas. Somente o pós-milenismo é caracterizado como otimista. Na verdade, esta é a característica distintiva do pós-milenismo, que se assemelha ao amilenismo na maioria dos outros aspectos.

 

Os amilenistas não gostam de ser considerados pessimistas. E muitas vezes queixar-se-ão de que os pós-milenistas os designam erradamente como “pessimistas”. Geralmente rejeitam esta avaliação por duas razões: (1) Soa negativa em si mesma, e (2) ignora o facto de que argumentam que, em última análise, Cristo e o seu povo obtêm a vitória no final da história. Ainda outros amilenistas negam esta designação porque se autodenominam “amilenistas otimistas”.

 

Mas por que os pós-milenistas argumentam que o amilenismo é “pessimista”? O que há no seu sistema que os distingue do pós-milenismo em relação a esta questão do otimismo/pessimismo?

É claro que todas as perspectivas escatológicas evangélicas são, em última análise, otimistas pela própria natureza da teologia evangélica. Cristo conduz seu povo à vitória ao salvá-los de seus pecados, ressuscitá-los dentre os mortos e estabelecê-los em justiça na ordem eterna. Estas questões não são debatidas entre os evangélicos: o cristianismo tem inerentemente consequências gloriosas e eternas.

 

No entanto, estas questões são irrelevantes para o debate entre as visões de milênio.

Historicamente, o amilenismo tendeu a ser pessimista em termos da questão do sucesso cultural generalizado e duradouro da fé cristã no tempo e na terra. Ou seja, em relação a estes assuntos:

 

Primeiro, como sistema de proclamação do evangelho, o amilenismo ensina que o evangelho de Cristo não exercerá nenhuma influência majoritária no mundo antes do retorno de Cristo. Eles permitem que o Cristianismo possa desfrutar de lampejos de reavivamento e surtos de crescimento. No entanto, pela sua própria natureza, o sistema amilenista não pode permitir que o Cristianismo se torne a característica dominante da sociedade e da cultura humanas.

 

Em segundo lugar, como sistema de compreensão histórica, o amilenismo, de fato, sustenta que a Bíblia ensina que existem tendências profeticamente determinadas e irresistíveis em direção ao caos no desenrolar e no desenvolvimento da história. Embora alguns amilenistas entendam a grande tribulação no Discurso do Monte das Oliveiras como referindo-se (corretamente) à Guerra Judaica e à destruição do templo em 70 d.C., o seu sistema exige necessariamente um colapso da sociedade determinado profeticamente na história.

 

Terceiro, como sistema para a promoção do discipulado cristão, o amilenismo dissuade a Igreja de antecipar e trabalhar para obter sucesso em larga escala em influenciar o mundo para Cristo durante esta era. Na verdade, isto distingue o amilenismo e o pós-milenismo. No que diz respeito à questão dos chamados “amilenistas otimistas”, parece-me que os versos que um amilenista usaria para sublinhar o seu otimismo são aqueles que endossam uma perspectiva pós-milenista. A menos, é claro, que ele seja otimista por outros motivos que não a revelação bíblica direta. Portanto, ele deveria sair do armário e ser um pós-milenista.


Fonte: https://postmillennialworldview.com/2021/07/13/is-amillennialism-pessimistic/#more-6383

SERIA O PÓS-MILENISMO UMA UTOPIA?

 por Kenneth L. Gentry, Jr.

Uma leitora da Postmillenial World view me perguntou: “Qual é a sua resposta à acusação de 'Utopia' levantada  (especialmente) pelos pré-milenistas? 

Esta é uma acusação comum feita contra o pós-milenista.[...]

Infelizmente, no debate escatológico, o pós-milenismo é a opção escatológica mais fácil de ser mal interpretada. Isto deve-se ao fato de ir contra as expectativas pessimistas prevalecentes das outras visões de milênio. A esperança para o nosso futuro histórico parece uma utopia para essas pessoas. E como sabemos “Utopia” vem do grego: ou (“não”) e topos (“lugar”) e significa “não-lugar”. Então, se o pós-milenismo é utópico, não vai a lugar nenhum.

Infelizmente, pressuposições ocultas defeituosas muitas vezes mancham os argumentos milenares, embora os críticos evangélicos e reformados raramente estejam cientes disso. 

A este respeito, devo dissipar três erros comuns que infectam a sua compreensão do pós-milenismo. Rejeitá-los não os tornará pós-milenistas, mas os trará de volta a considerar o que os pós-milenistas realmente acreditam.


Primeiro, os pós-milenistas não afirmam o universalismo. 

A esperança pós-milenista é de uma presença generalizada e culturalmente influente da verdadeira fé cristã. Acreditamos que um dia o Cristianismo será a regra e não a exceção à regra nos assuntos humanos. Contudo, não afirmamos que todos serão salvos em qualquer momento da história. O mundo sempre experimentará a presença de incrédulos. Mas no futuro será mais parecido com o joio num campo de trigo. Tal compreensão pós-milenista não pode levar a qualquer utopia de uma sociedade ideal.


Segundo, os pós-milenistas não acreditam no perfeccionismo. 

Não só haverá sempre a presença de incrédulos na terra — mesmo no auge do avanço histórico do reino —, mas o reino será sempre composto de pecadores. Estes serão pecadores salvos pela graça, com certeza. Mas como qualquer boa igreja evangélica, estes pecadores salvos nunca alcançarão um estado de perfeição espiritual enquanto estiverem na terra. Esse nível de santificação aguarda a nossa saída destes corpos mortais e a entrada na presença de Deus. Quem diria que qualquer igreja local na terra é uma utopia? E, no entanto, ao mesmo tempo, quem não diria que preferiria que o mundo se parecesse mais com uma comunidade eclesial de crentes do que com as ruas de Detroit à noite?


Terceiro, os pós-milenistas não se envolvem no satisfacionismo. 

Com isto queremos dizer que não preferimos o avanço do reino na terra – mesmo no seu auge! – entrar na presença de nosso Senhor e habitar com ele na eternidade. Temos um trabalho a fazer. Uma obra para a qual Deus nos chamou. Mas nunca tiramos os olhos da glória da ordem eterna e da completa liberdade do pecado interior que recebemos ali. Assim, nunca poderemos estar totalmente satisfeitos, mesmo com os maiores avanços da história. Assim, não preferimos o domínio terreno à glória consumada.

Se os críticos fizessem uma “verificação de vírus” para estes três erros latentes, poderíamos focar o debate de forma mais precisa e frutífera.

Eu apontaria uma definição mais precisa de pós-milenismo para aqueles que fazem acusações de utopia. Então poderíamos colocar o debate no caminho certo. Uma definição funcional útil é encontrada na minha página 


FONTE:https://postmillennialworldview.com/2023/07/21/postmillennial-utopia-2/#comments

Tradução livre

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

ATRIBUTOS COMUNICAVEIS:


1 - Indicam Deus como ser relacional. Evidencia sua atitude relacional com aqueles do ser divino.

2 - Podemos encontrar em nossa personalidade traços dos atributos divinos – em medida infinitamente menor.

 

Atributos comunicáveis se dividem em: Atributos (i) intelectuais, (ii) morais e de (iii) soberania.

  • è Atributos intelectuais: (i) conhecimento, (ii) sabedoria e (iii) veracidade.
  • è Atributos morais: (i) bondade (amor, paciência, misericórdia e graça), (ii) santidade e (iii) justiça.
  • è Atributos de soberania: (i) vontade, (ii) poder.

 

Fonte: O Ser de Deus  e os seus atributos – Héber Carlos de Campos









sábado, 18 de novembro de 2023

A SINGULARIDADE DIVINA

 

O SER DE DEUS

è Deus se dá a conhecer.

 

è Revelação divina: geral e especial.

a)       Revelação geral (não verbal): obras da natureza, desenrolar da história e constituição da natureza humana

b)      Revelação especial: Palavra – relação verbal

 

Noções do Ser divino e suas obras -> fundamenta todas as outras doutrinas cristãs.

 

è SINGULARIDADE DE DEUS

 – Ele é único, Dt 6.4, Dt 32.39, 1 Rs 8.60.

- Único digno de adoração, 1 Rs 8.61, Is 37.16, Is 43.10, 11, Is 44.6-8, Mc 12.29-32, 1 Co 8.4, 6Gl 3.20, Ef 4.6, 1 Tm 2.5

 

è IMANÊNCIA DE DEUS: Se relaciona com a criação.

Jr 23.24, Ex 3.7,8, Jó 34.14, 15, Sl 104.27-30.

 

Perigos: identificar Deus com satanás ou com o universo criado.

Se Deus não fosse imanente não poderia se encarnar e realizar a nossa redenção.

 

A criação e todos os seres racionais estão a serviço de Deus.

Devemos apreciar a criação e preservá-la.

 

 

è TRANSCENDÊNCIA DE DEUS: Está acima e sobre a criação.

Deus é distinto e independente de sua criação.

Indica sua superioridade sobre todas as coisas que vemos e das quais sabemos.

Grandeza em pensamento, poder e conhecimento – Is. 55.8, Jó 11.7.

 

Perigo: Deísmo.

 

Deus não pode ser captado, a menos que se deixe achar.

O abismo existente entre nós e Deus é metafísico. Seremos sempre criaturas. Deus sempre será distinto.

 

Algumas passagens apresentam esses dois importantes aspectos da divindade: Is 6.1-5; Sl 113.5-7; Is 57.15; Jó 8.23.

 

Impacto do conhecimento do caráter divino.

è O único modo de conhecer a Deus hoje é através do estudo do seu caráter revelado nas Escrituras;

è O caráter de Deus é a única fonte de toda a moralidade humana;

è A Ausência desse conhecimento conduz a idolatria e a outros pecados odiosos.

Conhecendo o seu caráter, vamos:

a)       Desfrutar de um relacionamento melhor com ele,

b)      Vamos melhorar e muito a nossa adoração corporativa

c)       Faz a gente ver a vida e o universo que nos cerca de uma nova perspectiva.

 

 

Fonte: O Ser de Deus  e os seus atributos – Héber Carlos de Campos

terça-feira, 14 de novembro de 2023

INFINITUDE DIVINA

 

INFINITUDE DIVINA

 

Atributo incomunicável de Deus.

Qualifica todos os outros atributos.

Definição: Impossibilidade de se medir ou quantificar as características do ser divino.

 

  • A)      INFINIDADE EM RELAÇÃO AO TEMPO: ETERNIDADE

Sal 90.2-4.

A eternidade é o que faz contraste com o tempo. Para Deus não existe passado, presente e futuro – Essas são categorias da criação.

Tempo – consiste na sucessão de partes.

Eternidade – duração infinita e imutável.

Deus tem vida em si mesmo (Jo 5.26) por isso é eterno e por ser eterno não teve começo, não sendo passível de mudança.

Por ser eterno é sem limitações, perfeito. Por outro lado, tudo o que é temporal é imperfeito, limitado.

Por ser eterno, Deus é incompreensível e onipotente.

 

  • B)      INFINIDADE EM RELAÇÃO AO ESPAÇO: ONIPRESENÇA

Imensidão: Deus transcende a todo o espaço, sem ficar sujeito a limitações.

Onipresença – Deus enche cada parte do espaço – com o seu ser completo.

1 RS 8.27/ Is 66.1,2/ At 7.48-50.

 

A diferentes modos de Deus está presente:  na natureza, nos homens, no crente, no incrédulo, no céu, no templo ou no tabernáculo.

 

 

A PRESENÇA DE DEUS PODE SER BENÉVOLA OU SEM BENEVOLÊNCIA

 

  • A)       PRESENÇA -SEM BENEVOLÊNCIA NA VIDA DOS ÍMPIOS

Deus está presente sobre os ímpios, refreando o pecado ou julgando e entregando-os as suas paixões.

Deus está presente no lugar de punição – sem a manifestação de sua bondade4 em bençãos confortadoras. Presença de sua ira e retribuição. Terror e tormentos.

 

  • B)      PRESENÇA COM BENEVOLÊNCIA

Essa presença diz respeito a providência e pode estar sobre a vida dos redimidos e não-redimidos. Diz respeito aquela presença que produz e preserva as criaturas.

 

Existe uma presença especial apenas sobre os redimidos, agindo: salvadoramente, santificadoramente e gloriosamente.

 

APLICAÇÃO:

Para os incrédulos – ninguém pode se esconder de Deus – Hb 4.13

Para os crentes – é conforto nas tentações, aflições. Motivo de adoração.


Resumo retirado do livro: O SER DE DEUS E SEUS ATRIBUTOS. AUTOR HEBER CARLOS DE CAMPOS. EDITORA CULTURA CRISTÃ.

O BATISMO AINDA FALA

 Muitos cristãos enxergam o batismo como uma lembrança distante. Foi um acontecimento importante, mas ficou no passado. Entretanto, a Escrit...