AUTORIA:
A tradição judaico-cristã é unanime em atribuir a Moisés a autoria de Gênesis.
a) Deus ordena a Moisés que registre determinados eventos históricos (Ex 17.14, Nm 33.2) e leis (ex 24.4; 34.27), bem como um cântico (Dt 31.22 e Dt 32.
b) Moisés foi o receptor da revelação e uma testemunha dos atos redentores.
c) O testemunho bíblico posterior afirma que houve um livro da lei atribuído a Moisés.
d) Jesus e a Igreja primitiva associaram a Torá a Moisés (Mt 19.7, 22.24, Mc 7.10, 12.26; Jo 1.17; 5.46, 7.23).
A concepção conservadora tem admitido a existência de elementos não mosaicos na Torá (ex. Deut 34 - narrativa da morte de Moisés). Falar de Moisés como o autor do pentateuco não é o mesmo que dizer que cada palavra seja o resultado do seu trabalho. Muitos conservadores falam em termos de "autoria essencial" de Moisés.
O LIVRO:
Gênesis é como uma pizza que pode ser repartida em mais de 1 (um) modo.
1. A primeira estrutura possível é a chamada "Toledoth".
-Gn 2.4; 5.1; 6.9; 10.1; 11.10; 11.27; 25.12; 25.19; 36.1; 36.9
A frase foi traduzida como "estas são as gerações" e "esta é a história da família".
Gênesis tem um prólogo seguido de 10 (dez) episódios.
2. É possível dividir também o livro em duas subseções:
a) A primeira 1.1-11.32 - relata a história primeva e cobre o tempo entre a criação e a torre de babel.
b) A segunda 12.1 - 50.26 - é caracterizada por uma redução da velocidade do enredo e o enfoque num homem: Abraão.
Subdivisão adicional: narrativas patriarcais e história de José.
- Gênero: Muito do livro é narrado - A narrativa pretende informar sobre eventos e personagens do passado mais remoto - com intenção teológica. É uma história teológica.
MENSAGEM TEOLÓGICA:
- Propósito: fornecer uma introdução e fundamento da nação de Israel e da outorga da lei.
- Mensagem teológica: Gênesis dispõe de fundamentos para o restante da Bíblia.
- Gênesis 1 e 2 - Não tem por propósito explicar "como" Deus criou, mas enfatizar que tudo o que existe foi ele que criou, sem se valer de matéria pré-existente. Ensina também que o estado atual das coisas (o mal) não decorre da criação, mas resulta do pecado das criaturas.
- Gênesis 3-11 - Narrativa da queda e do rápido declínio moral da humanidade. O predomínio da paciência e do amor de Deus que despeja graça sobre criaturas rebeldes.
-Gênesis 12-36,38 - Narrativas patriarcais. nesta parte Deus supera os obstáculos para cumprir suas promessas. Gn 12.1-3.
As narrativas seguintes apresentam o tema recorrente do cumprimento dessas promessas e a reação do patriarcas à elas. Elas mostram como Deus executa as suas promessas apesar dos obstáculos e ameaças ao seu cumprimento, mostrando que elas são dádivas divinas.
- Gênesis 37, 39-50 - A história de José.
Continua o tema da superação divina aos obstáculos para dar cumprimento à promessa.
O Senhor se revela na vida/história de José como um Deus que controla todos os detalhes da história.
EM DIREÇÃO AO NT
Gn 1-11
a) criação - é a base de tudo o que vem em seguida. è ecoada em apocalipse 22, o fim envolverá a restauração do começo.
b) éden - representa o que os homens perderam e tudo o que anseia no presente.
c) queda - motiva a história da redenção.
d) julgamento da serpente/mitigação do castigo - primitiva antecipação de Cristo que leva a derrota da serpente.
e) babel - Atos 2 - o dom de conhecimento de línguas estrangeiras.
Gn 12-36
a) aliança de Abraão: Deus promete descendentes, terras e bênçãos às nações.
- israel étnico - descendentes naturais de Abraão.
- nações/gentios - descendentes espirituais de Abraão.
Gn 37-50
a) José salva o seu povo/Jesus salva o seu povo - Gn 50.20/At 22.24.
Deus revoga o mal para o bem.
- Anotações do Livro – Introdução ao Antigo testamento – Raymond B. Dillard & Tremper Longman III.
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