quinta-feira, 3 de outubro de 2024

AQUELES QUE MORRERAM ESTÃO INCONSCIENTES?

Algumas pessoas defendem que uma vez que a Bíblia se refere à morte como um sono, então não há consciência "naqueles que morreram" até o dia da ressurreição, quando então serão despertados. 

Apontam para Daniel 12.1, onde lemos que  "E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão", para o texto de 1 Tessalonicenses 4.15, que afirma que "os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem" e por fim, citam Eclesiastes 9.5,10, na qual afirma que “os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento" e que “na sepultura, [...], não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma”.

Segundo Kim Riddlebarger, esse período entre a morte e a ressurreição, é chamado de ESTADO INTERMEDIÁRIO [1]. Em outras, palavras o Estado intermediário, não é o Estado Final e  Definitivo dos mortos.

Segundo, o mesmo autor, a ideia do "sono da alma" é um mal entendido:


"O primeiro mal-entendido do estado intermediário, comumente conhecido como “sono da alma”, é que após a morte de um crente, a alma “dorme” até o dia da ressurreição. Nessa visão, não há consciência de estar na presença do Senhor desde o momento em que morremos até que despertamos no dia da volta de Jesus. Nós morremos e depois “dormimos” até que Cristo volte. Essa visão foi abordada por João Calvino em seu primeiro grande tratado teológico, um livro com o título cativante Psychopannychia. O erro aqui é que a morte traz um estado inconsciente, muito parecido com o sono. Os crentes não se lembram de nada desde o momento em que dão seu último suspiro até que despertam na ressurreição. Mas essa visão não pode explicar as passagens bíblicas mencionadas que falam claramente da presença consciente de um crente com o Senhor imediatamente após a morte, experimentando as glórias da cena celestial descrita em Ap 4–6".[1]

 

Há várias passagens nas Sagradas Escrituras que apontam para a existência consciente dos mortos antes da ressurreição final:

  • A Bíblia ensina sobre uma "comunhão consciente" do crente com o Senhor após a morte. Em 2 Coríntios 5.8, Paulo afirma que deseja “deixar este corpo” para “habitar com o Senhor”. Em Filipenses 1.23, o apóstolo deseja “partir” para “estar com Cristo”, o que é “muito melhor”.
  • A declaração de Jesus para o ladrão arrependido na cruz de que estaria com ele “hoje [...] no paraíso” (Lucas 23:43) aponta para um estado consciente e de benção logo após a morte.
  • Em Apocalipse 6:9-1, João tem uma visão das almas dos mártires pedido a Deus que faça justiça, o que aponta para a consciência delas nesse estado intermediário.
  • A parábola do Rico e Lazaro feita por Jesus (Lucas 16:19-31) sugere algum tipo de consciência daqueles que já morreram e antes do estado do estado eterno.[2]


As principais explicações para o uso do termo “dormir” no NT é para mostrar:

  • A temporalidade da morte para os crentes, tal como o sono é uma condição temporária, da qual eles serão despertados no dia da ressurreição. O texto de João 11.11-14 mostra que o uso do termo “dormir” não tem sentido literal.
  • Que a morte não é um inimigo invencível, Cristo é aquele que ressuscita mortos. Ver o texto sobre a ressureição da filha de Jairo em que o termo aparece (Mateus 9.24).
  • Que os justos estão descansando. Assim como dormir está associado ao descanso físico, no NT quando o crente morrer ele descansa das labutas desta vida (Apocalipse 14:13).


"A razão pela qual a morte dos piedosos é chamada de sono nas Escrituras é esta: porque há uma semelhança adequada entre ela e o sono natural; cuja semelhança consiste principalmente nessas coisas. No sono corporal, os homens descansam dos trabalhos da mente e do corpo. Assim, os fiéis, morrendo no Senhor, são ditos descansar de seus trabalhos ( Apocalipse 14:13 ). 2. Após o sono natural, os homens estão acostumados a acordar novamente; assim, após a morte, os corpos dos santos serão despertados, ou seja , ressuscitados para a vida de seus túmulos..." [3]

 

  • Que a morte física e a morte eterna não se confundem. Para o crente a morte física não significa a separação eterna de Deus. Assim como o sono é temporário, assim é a morte. 

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[1] https://ministeriofiel.com.br/artigos/o-estado-intermediario/ 

[2]https://www.chamada.com.br/mensagens/como_entender_a_morte_e_o_estado_intermedi%C3%A1rio.html

[3]https://biblehub.com/sermons/auth/petter/why_death_of_the_godly_is_called_sleep.htm

terça-feira, 1 de outubro de 2024

CURIOSIDADES I

 

A.     Quantos livros têm a Bíblia?

Resposta: A Bíblia é composta de 66 livros, 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento.

 

B.     Quais a suas principais divisões?

a)      As principais divisões no AT: Pentateuco (livros da lei), Históricos, Poéticos e proféticos (maiores e menores)

b)     As Principais divisões no NT: Históricos (Quatro Evangelhos e Atos), Cartas (Paulinas e escritas por outros apóstolos), Apocalipse.

 

                    I.            Nome das principais divisões e livros do AT em cada uma.

a)      Pentateuco – Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio

b)     Históricos – Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias, Ester

c)      Poéticos – Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos

d)     Proféticos – Isaias, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel, Oseias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias

 

                  II.            Esboço geral da história do Antigo Testamento

a)      Criação

b)     Queda

c)      Diluvio

d)     Patriarcas

e)      Escravidão no Egito

f)        Êxodo

g)      Lei dada no Sinai

h)      Peregrinação no deserto

i)        Conquista de Canaã sob a liderança de Josué:

j)        Juízes

k)      Monarquia, Reino Unido, Reino Dividido

l)        Reino do Norte e Cativeiro Assírio:

m)   Reino de Judá e Cativeiro Babilônico

n)      Volta do Exilio babilônico

o)      Reconstrução de Jerusalém e do segundo Templo

 

                III.            Esboço Geral do Antigo Testamento na perspectiva do Pacto, com a menção das passagens.

a)      Pacto com Adão – Gênesis 2.15-17; 3.3,17, 22; Oseias 6.7; Romanos 5.12

b)     Pacto com Noé – Gênesis 6.18, 9.1-17

c)      Pacto com Abraão – Gênesis 12.1-3; 15.12-21; 17.1-14

d)     Pacto com Israel – Êxodo 19.5-8, 24.3-11; 34.10; Deuteronômio 29.1

e)      Pacto com Davi -2 Samuel 23.5; Salmo 89.3; Salmo 132.12; 2 Crônicas 13.5; 2 Samuel 7.8-16

f)        Novo Pacto com Jesus Cristo – Hebreus 8.6-12; 9.15; 13.20; 1 Coríntios 11.25; Gálatas 4.24-26; 2 Coríntios 3.6.

O BATISMO AINDA FALA

 Muitos cristãos enxergam o batismo como uma lembrança distante. Foi um acontecimento importante, mas ficou no passado. Entretanto, a Escrit...