terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

SUPREMACIA DA REVELAÇÃO

 Por: Aldair Ramos Rios 

 

A Doutrina da Revelação encontra-se expressa na Confissão Gaulesa, da seguinte maneira: 

 

“Foi Deus quem se fez conhecer aos homens. Primeiramente, por suas obras, tanto pela Criação como pela conservação e maneira como Ele a conduz. Também, e mais claramente ainda, pela Palavra, a qual foi primeiramente revelada verbalmente e em seguida escrita nos livros que nós chamamos: Santa Escritura.” [1] 

 

Observa-se que o dispositivo acima apresenta -dois modos- pelos quais Deus se revela. O primeiro modo é chamado de Revelação Geral e o segundo de revelação Especial. 

Ao tratar sobre o primeiro modo nas Institutas, Calvino defende que as virtudes de Deus podem ser vistas na criação em geral, e também no próprio homem. Essa revelação nos aponta, dentre outras coisas, para a Bondade de Deus. Cada obra em particular e em conjunto é como um grande quadro pelo qual vemos as operações do poder de Deus, de tal modo, que ficamos sem desculpas, ainda que sejamos incapazes de observá-la de forma nítida em razão do pecado [2]. Sobre isso a Confissão de Fé de Westminster vai dizer que:  

 

Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal maneira manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis (Rm 2:14,15; Rm 1:19,20; Rm 1:32; Rm 2:1; Sl 19:1-3), contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade, que são necessários para a salvação (1Co 1:21;1Co 2:13,14). [3] 

 

O conhecimento de Deus necessário a salvação do qual precisamos é encontrado somente na Revelação Especial, "por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade (Hb 1:1)[4]. 

Quando a Confissão Gaulesa aduz que a Revelação Especial dada primeiramente de forma verbal foi posteriormente escrita, não deixa espaço para a ideia de qualquer conteúdo revelacional, necessário a salvação, deixado fora das Sagradas Escrituras. Essa conclusão também é defendida por outras Confissões. A Confissão de Westminster afirma que: 

 

[...] para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido em fazer escrever todo esta (Pv 22: 19-21; Lc 1: 3,4; Rm 15:4; Mt 4: 4,7,10: Is 8: 19,20); o que torna indispensável a Escritura Sagrada (2Tm 3:15; 2Pe 1:19), tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo (Hb 1:1,2)[5]. 

 

A Confissão de Batista de Londres apresenta a mesma compreensão quando assegura que "a todas as coisas necessárias” para a salvação do homem, as quais devem ser cridas e vividas, "é expressamente declarado ou necessariamente contido nas Sagradas Escrituras”[6]. 

Ao comentar Efésios 2.20, Franklin Ferreira aduz que o Novo Testamento colocou limites na revelação de Deus, sendo o acesso a ela pelas Escrituras, que é “a fundação sobre a qual a Igreja é Edificada” [7]. Não havendo, desse modo qualquer conteúdo revelacional necessários a salvação fora da Bíblia. 

Conforme se vê da leitura do Novo Testamento, as promessas da Antiga Aliança encontraram seu cumprimento na vida e ensino de Cristo.  

O próprio Cristo havia dito aos seus discípulos que ele era o cumprimento do que estava escrito “na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” (Lc 24.27, 44) e que sendo testemunhas de que Cristo havia cumprido as promessas da Antiga Aliança, eles deveriam anunciar essa boa notícia a todas as nações (Lc 24.47). O conteúdo daquilo que a Igreja deveria pregar estava intimamente ligada as expectativas acerca do Messias predito pelos profetas do Antigo Testamento. 

Paulo vai dizer que o evangelho que havia anunciado aos coríntios foi entregue tal como ele havia recebido: “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1 Coríntios 15.1-4). 

Logo, o conteúdo da pregação apostólica não era uma novidade, mas o anúncio de que as profecias do Antigo Testamento acerca do Messias haviam sido cumpridas em Jesus Cristo.  

Graeme Goldsworthy, explica que o evento evangélico não era uma coisa nova: 

 

“[...], mas [...] a conclusão e o cumprimento de todos os atos salvadores e promessas de Deus no Antigo Testamento. Repetidas vezes, Jesus falou sobre o seu papel como cumprimento da Escritura [Mt 3.15; 5.17; 13.14; 26.54,56; Mc 1.15; 14.49; Lc 4.21; 21.22, 24; 22.37; 24.44-47; Jo 13.18; 15.25; 17.12 ...] A mesma convicção é claramente sustentada pelos escritores dos evangelhos e pelos apóstolos [Mt1.22; 2.15, 17, 23; 4.14; 8.17; 12.17; 21.4; 27.9; Jo 12.38; 18.32; 19.24, 28, 36; At 1.16; 3.18; 13.27, 33].  

Portanto, havendo dito que as Escrituras testificavam dele e que Moisés escrevera sobre ele, Jesus se referiu ao seu ensino anterior dizendo; “Importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na lei de Moisés, nos profetas e nos salmos” [Jo 5.39, 46-47; Lc 24.44]”.[8] 

 

Dessa recorrência de Jesus e dos escritores neotestamentarios as Escrituras do Antigo Testamento, o protestante tem uma base para o “Sola Scriptura”, visto que, não se recorre em primeiro lugar a tradição oral ou qualquer outra autoridade, mas a Escritura, como autoridade suprema, final e infalível (Jo 10.35).  

Ao dar primazia a Bíblia, assim como faziam os escritores bíblicos, o protestantismo dá primazia a Revelação, visto que o conteúdo da Bíblia é a própria Revelação. Desse modo, qualquer tentativa de sujeitar a autoridade da Bíblia a Igreja é tido como uma tentativa de sujeitar a Revelação de Deus à Igreja, fazendo dela uma “serva da Igreja”, o que seria inaceitável. 

O próprio Cristo enviou os apóstolos a todo o mundo com essa mensagem e disse que quem os ouvisse estaria ouvindo-o (Lc 10.16). Através desses homens, “Deus quis deixar registrado os mais necessários e importantes elementos de sua revelação. Portanto, Deus é o autor da Escritura, ou, Deus é o autor da revelação divina que foi colocada dentro das Sagradas Escrituras”[9]. 

Logo, a autoridade da Escritura não depende do testemunho da Igreja, mas do seu autor que é Deus, que pelo seu Santo Espirito opera internamente, persuadindo-nos de maneira certeira quanto a infalibilidade e divina autoridade das Sagradas Escrituras [10]. 

 

[1] Confissão Gaulesa [francesa, ou de rochelle] (1559). Disponível em: <https://www.ipportovelho.com.br/artigo/confissao-gaulesa-francesa-ou-de-rochelle-1559>. Acesso em: 31 de maio de 2020 

[2] CALVINO, João. As institutas da religião Cristã: edição especial com notas para estudo e pesquisa. São Paulo. Cultura Cristã, 2006, p.63-69 

[3] Confissão de Fé de Westminster. Disponível em: <http://www.ipportovelho.com.br/uploads/documentos/1647-a-confissao-de-fe.pdf> Acesso em: 04 de junho de 2020. 

[4] Ibidem 

[5]Ibidem 

[6] A Confissão de Fé Batista de 1689 & Um Catecismo Puritano Compilado por C.H.Spurgeon. Disponível em: <https://oestandartedecristo.com/2019/03/22/confissao-de-fe-batista-de-londres-de-1677-1689/#_Toc487379700>. Acesso em: 31 de maio de 2020. 

[7] FERREIRA, Franklin; MYATT, Alan. Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual. São Paulo: Vida Nova, 2007, p.115. 

[8] GOLDSWORTTHY, GraemePregando toda a bíblia como escritura cristã: a aplicação da teologia bíblica à pregação expositiva. 1 Ed. São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2013, p.97. 

[9] GERHARD, Johann apud PREUS, Robert. A Palavra de Deus na Teologia da Ortodoxia Luterana. Revista teológica da Igreja Evangélica Luterana do Brasil. Casa Publicadora Concórdia, Ano XXXIII, 1972, p, 5, Porto Alegre. Seminário Concórdia. Disponível em:<http://www.seminarioconcordia.com.br/seminario_novo/index.php/component/sppagebuilder/71-biblioteca-revista-igreja-luterana> Acesso em: 04 de junho de 2020. 

[10] A Confissão de Fé Batista de 1689 & Um Catecismo Puritano Compilado por C.H.Spurgeon. Disponível em: <https://oestandartedecristo.com/2019/03/22/confissao-de-fe-batista-de-londres-de-1677-1689/#_Toc487379700>. Acesso em: 31 de maio de 2020. 

 

 

TRIUNIDADE IV

TRIUNIDADE IV

1. TRINDADE ONTOLÓGICA: tem a ver com quem Deus é. É o estudo da questão da subsistência das três pessoas e das relações entre elas.

- A questão da subsistência tripessoal em uma só essência é provada pelas obras que acontecem dentro do ser divino, as quais são eternas e imutáveis, além de serem pessoais e essenciais. Tem haver com:

a) a paternidade de Deus - Ser pai é uma obra exclusiva da primeira pessoa da Trindade. Deus é Pai eternamente. Nunca houve um tempo em que ele não tenha sido Deus, o Pai. O Pai não é como o Filho, isto, é gerado.
b) a geração do Filho pelo Pai - Esse atributo é única e exclusivamente relativo ao Filho, não ao Ser divino completo. Nunca houve um tempo em que o Filho não fosse Filho. O Filho é eternamente gerado da essência do Pai - Sl 2.7; Hb 1.5; Hb 5.5.
c) a processão do Espirito do Pai (Jo 15.26) e do Filho (Jo 16.7)


2. TRINDADE ECONÔMICA: A palavra economia diz respeito ao MODO como as coisas são feitas pelas PESSOAS da trindade. É o modus operandi que é próprio e exclusivo de cada uma.

a) O problema da subordinação de função: O Deus triúno trabalha de forma que cada uma das pessoas faz uma obra e nelas o Filho e o Espírito estão numa função de subordinação, para que os decretos de Deus sejam cumpridos.

b) A subordinação do Filho ao Pai: 
Se evidência no fato de: 
  • O Filho ter sido enviado pelo Pai - Jo 7.29.
  • Obedecer a vontade do Pai - Jo 4.34; 14.31.
  • Ele fala as palavras do seu Pai - Jo 14.24.
  • Ele recebe a herança do seu Pai - Jo 16.15.
  • nos pedidos que o Filho faz ao Pai - Jo 14.16.

c) A subordinação do Espírito ao Pai e ao Filho
  • O Espírito Santo foi enviado pelo Filho (Jo 16.7) e pelo Pai (Jo 14.6)
  • Ele faz aquilo que o Filho tem designado (Jo 16.13,16)
d) A doutrina da Trindade Econômica provada pelas "opera ad extra"
- A obra da criação do:
  • Pai - Gn 1.1, Sl 33.6-9, Is 54.5.
  • Filho - Jo 1.3, Cl 1.16, Hb 1.3.
  • Espírito Santo - Gn 1.2, Jó 33.5
- A obra da providência, pertence ao:
  • Pai
  • Filho - Hb 1.3
  • Espirito Santo - Is 40.13-14.

- A obra da redenção é uma obra da Trindade - Ef 1.1-14, 1 Pe 1.2.

Apontamentos do livro:  O ser de Deus e seus atributos - Heber Carlos Campos

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

TRIUNIDADE DIVINA - PARTE III

 A doutrina da trindade experimentou um desenvolvimento já nos primeiros séculos da igreja. 

- Controvérsias Trinitárias : monarquianismo, arianismo e macedonianismo.

1. Fundamentos Teológicos da doutrina da Trindade.


  • O significado de "Essência" - aponta para a unidade de Deus

A palavra grega "ousia" (essência/substância), passou a ser entendida como sinônimo de natureza. Ela fala daquilo que Deus é, aquilo que é comum nas Três pessoas da trindade. Há uma só essência em Deus que é compartilhada pelas três pessoas.

Os seres humanos são participantes da mesma natureza ("humana"), mas não somos numericamente um individuo. Somos indivíduos distintos e separados. Todavia isso não pode ser dito do ser divino.

Cada uma das pessoas da Trindade compartilha da mesma natureza, a divina.

Não obstante existir 3 pessoas que subsistem distintamente no ser divino, há uma só vontade, uma só mente e um só poder,. A natureza de Deus aponta apara a sua unidade.

Não somos numericamente um. Ele é numericamente um. 


  • O significado de "Pessoa" - aponta para a distinções no ser divino
Deus é um ser pessoal. Ele possui autoconsciência, inteligência, autodeterminação e afeições.
A três pessoas da Deidade não são simples modos de manifestação, mas possuem uma existência real e distinta.

São realmente três pessoas distintas que coexistem ou subsistem no seu ser que é numericamente um. 

Não são 3 indivíduos separados, mas um só indivíduo subsistindo em TRÊS PERSONALIDADES DISTINTAS, sem serem separadas.

Deus é TRIPESSOAL.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

A TRIUNIDADE DIVINA - PARTE II

 - BASE NO ANTIGO TESTAMENTO

Textos que ficam mais claros quando entendemos à luz da revelação posterior,

  • Textos indicando a pluralidade de pessoas - Is 48.16; Is 59.20,21, Is 61.1-3.
  • Textos indicando a pluralidade de pessoas pelo Nome de Deus - Gn  1.1 (Elohim - indica a pluralidade de pessoas na divindade). Embora a tradução apresenta Criador no singular, o termo em hebraico apresenta o termo no plural "criadores" - Jó 35.10, Sl 149.2, Ec 12.1, Is 54.5.
  • Textos indicando a pluralidade de pessoas pela tríplice repetição do nome de IAVÉ - Nm 6.24-26, Dn 9.19, Is 33.22, Is 6.3.
  • Textos indicando a pluralidade de pessoas pela relação de comunicação - Gn 1.26, Gn 3.22, Gn 11.7, Is 6.8, Is 41.21-23.
  • Textos indicando a pluralidade de pessoas pela obra que Deus faz - Gn 1.26.
  • Textos indicando a pluralidade de pessoas pelas referências ao Anjo de IAVÉ (Pela leitura dos textos, vê-se que não se trata de um ser criado, mas o próprio Senhor)-Gn 16.7-13, Gn 22.15-16, Gn 31.11-13, Ex 3.2,4,6.
  • Textos indicando a pluralidade de pessoas pela referência de Cristo agindo no AT - Jo 8.56-58 (Gn 18,2,3,22), 1 Co 10.4, At 7.30-35, 1 Co 10.3,4.

Apontamentos do livro:  O ser de Deus e seus atributos - Heber Carlos Campos

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

A TRIUNIDADE DE DEUS - PARTE 1

 A TRIUNIDADE DE DEUS - PARTE 1


As Escrituras nos fornecem DADOS importantes e alguns dos seus textos são mostra inequívoca da existência de 3 pessoas num só ser.

O PROBLEMA DA PERSONALIDADE DIVINA: Deus é pessoal.

Características de uma personalidade: possui autoconsciência - No ato de auto consciência é a mesma alma individual que percebe e é percebida.

Possui:

  • inteligência
  • autodeterminação
  • afeições
 O maior maior da TRIPERSONALIDADE DIVINA.

Base bíblica - ensino global.

  1. Doutrina da Trindade no NT. - Evidências textuais;
  • Os textos sobre o batismo de Jesus - Mt 3.13, 17; Mc 1.9-11; Lc 3.21-23; Jo 1.32-34.
  • Os textos sobre a formula batismal - Mt 28.16-20; Mc 16.15-18.
  • Os textos sobre a benção apostólica - 2 Co 13.13; Ap 1.4,5.
Textos Gerais: 1 Co 12.4-6; Ef 4.4-6; 1 Pe 1.1,2; Jd 20-22.

      
      - O ensino de Cristo mostra a doutrina da Trindade (Jo 4.24, Jo 5.26)
  • Jesus afirma que ele e o Pai são da mesma essência (Jo 5.18) e faz as mesmas obras (Jo 10.37,38).

Apontamentos do livro:  O ser de Deus e seus atributos - Heber Carlos Campos

sábado, 3 de fevereiro de 2024

ALGUMAS ANOTAÇÕES SOBRE GÊNESIS

AUTORIA:

A tradição judaico-cristã é unanime em atribuir a Moisés a autoria de Gênesis.

a) Deus ordena a Moisés que registre determinados eventos históricos (Ex 17.14, Nm 33.2) e leis (ex 24.4; 34.27), bem como um cântico (Dt 31.22 e Dt 32.

b) Moisés foi o receptor da revelação e uma testemunha dos atos redentores.

c) O testemunho bíblico posterior afirma que houve um livro da lei atribuído a Moisés.

d) Jesus e a Igreja primitiva associaram a Torá a Moisés (Mt 19.7, 22.24, Mc 7.10, 12.26; Jo 1.17; 5.46, 7.23).

A concepção conservadora tem admitido a existência de elementos não mosaicos na Torá (ex. Deut 34 - narrativa da morte de Moisés). Falar de Moisés como o autor do pentateuco não é o mesmo que dizer que cada palavra seja o resultado do seu trabalho. Muitos conservadores falam em termos de "autoria essencial" de Moisés.


O LIVRO:

 Gênesis é como uma pizza que pode ser repartida em mais de 1 (um) modo.


1. A primeira estrutura possível é a chamada "Toledoth".

-Gn 2.4; 5.1; 6.9; 10.1; 11.10; 11.27; 25.12; 25.19; 36.1; 36.9

A frase foi traduzida como "estas são as gerações" e "esta é a história da família".

Gênesis tem um prólogo seguido de 10 (dez) episódios.


2. É possível dividir também o livro em duas subseções:

a) A primeira 1.1-11.32 - relata a história primeva e cobre o tempo entre a criação e a torre de babel.

b) A segunda 12.1 - 50.26  - é caracterizada por uma redução da velocidade do enredo e o enfoque num homem: Abraão.

Subdivisão adicional: narrativas patriarcais e história de José.


- Gênero: Muito do livro é narrado - A narrativa pretende informar sobre eventos e personagens do passado mais remoto - com intenção teológica. É uma história teológica.


MENSAGEM TEOLÓGICA:

- Propósito: fornecer uma introdução e fundamento da nação de Israel e da outorga da lei.

- Mensagem teológica: Gênesis dispõe de fundamentos para o restante da Bíblia.

- Gênesis 1 e 2 - Não tem por propósito explicar "como" Deus criou, mas enfatizar que tudo o que existe foi ele que criou, sem se valer de matéria pré-existente. Ensina também que o estado atual das coisas (o mal) não decorre da criação, mas resulta do pecado das criaturas.

- Gênesis 3-11 - Narrativa da queda e do rápido declínio moral da humanidade. O predomínio da paciência e do amor de Deus que despeja graça sobre criaturas rebeldes.

-Gênesis 12-36,38 - Narrativas patriarcais. nesta parte Deus supera os obstáculos para cumprir suas promessas. Gn 12.1-3.

As narrativas seguintes apresentam o tema recorrente do cumprimento dessas promessas e a reação do patriarcas à elas. Elas mostram como Deus executa as suas promessas apesar dos obstáculos e ameaças ao seu cumprimento, mostrando que elas são dádivas divinas.

- Gênesis 37, 39-50 - A história de José.

Continua o tema da superação divina aos obstáculos para dar cumprimento à promessa.

O Senhor se revela na vida/história de José como um Deus que controla todos os detalhes da história.


EM DIREÇÃO AO NT

Gn 1-11

a) criação - é a base de tudo o que vem em seguida. è ecoada em apocalipse 22, o fim envolverá a restauração do começo.

b) éden - representa o que os homens perderam e tudo o que anseia no presente.

c) queda - motiva a história da redenção.

d) julgamento da serpente/mitigação do castigo - primitiva antecipação de Cristo que leva a derrota da serpente.

e) babel - Atos 2 - o dom de conhecimento de línguas estrangeiras.


Gn 12-36

a) aliança de Abraão: Deus promete descendentes, terras e bênçãos às nações.

- israel étnico - descendentes naturais de Abraão.

- nações/gentios - descendentes espirituais de Abraão.


Gn 37-50

a) José salva o seu povo/Jesus salva o seu povo - Gn 50.20/At 22.24.

Deus revoga o mal para o bem.


- Anotações do Livro – Introdução ao Antigo testamento – Raymond B. Dillard & Tremper Longman III.


O BATISMO AINDA FALA

 Muitos cristãos enxergam o batismo como uma lembrança distante. Foi um acontecimento importante, mas ficou no passado. Entretanto, a Escrit...