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quinta-feira, 7 de março de 2024

A SANTIDADE DE DEUS

 A SANTIDADE DE DEUS

- A ideia da santidade de Deus é dupla na Escritura.

distinção:

a) Santidade majestosa de Deus - Deus é totalmente distinto, separado, acima e além de suas criaturas. A santidade é praticamente um atributo que qualifica tudo o que Deus é - Ex 15.11/ Is 57.15, Is 6.3, Ap 4.8.

b) Santidade moral de Deus: É separação do mal moral, do pecado. É livre de contaminação moral. Deus é absolutamente isento de deficiência ética. As leis que nos são dadas refletem quem ele é moralmente - Jó 34.10, Hc 1.13.


A IMPORTÂNCIA DA SANTIDADE DIVINA

- Nenhum outro atributo é repetido pelas Escrituras 3 x.,

A importância da santidade está no fato de Deus usá-la para garantir a veracidade de sua palavra - Sl 89.34-36, Amós 4.2.


PADRÃO DE SANTIDADE DIVINA - Não existe um padrão de santidade moral fora dele mesmo. A Bíblia é o único registro da revelação de Deus que nos revela algo de sua natureza moral.


MANIFESTAÇÃO DA SANTIDADE DE DEUS

  • Nas suas obras - Jd 6, Ec 7.29, Dt 32.4
  • Nas suas leis - Rm 7.12, Sl 19-8,9
  • Na redenção - a morte de Jesus mostra a maior manifestação do desagrado de Deus com o pecado. - Mt 27.46, Gl 3.13, Is 53.10, Pv 15.26, Hb 9.22

Em Deus, a santidade é qualidade essencial e infinita,
No homem, a santidade é qualidade adquirida, derivada e finita.

Ilustrações da santidade de Deus
  • Moisés e a santidade de Deus - Nm 20.1-13, 27.12-14
  • Uzá e a santidade de Deus - 2 Sm 6.1-11
  • Isaias e a santidade de Deus - Is 6.1-10
Aplicação:
- Procure ter o senso da santidade de Deus - Sl 89.7, 99.5, 2.11, Ex 3.5, Is 6.3
- Deus é o padrão para a noissa santidade moral -! Pe 1.15-16, 1 Jo 3.3


Apontamentos do livro:  O ser de Deus e seus atributos - Heber Carlos Campos

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

SUPREMACIA DA REVELAÇÃO

 Por: Aldair Ramos Rios 

 

A Doutrina da Revelação encontra-se expressa na Confissão Gaulesa, da seguinte maneira: 

 

“Foi Deus quem se fez conhecer aos homens. Primeiramente, por suas obras, tanto pela Criação como pela conservação e maneira como Ele a conduz. Também, e mais claramente ainda, pela Palavra, a qual foi primeiramente revelada verbalmente e em seguida escrita nos livros que nós chamamos: Santa Escritura.” [1] 

 

Observa-se que o dispositivo acima apresenta -dois modos- pelos quais Deus se revela. O primeiro modo é chamado de Revelação Geral e o segundo de revelação Especial. 

Ao tratar sobre o primeiro modo nas Institutas, Calvino defende que as virtudes de Deus podem ser vistas na criação em geral, e também no próprio homem. Essa revelação nos aponta, dentre outras coisas, para a Bondade de Deus. Cada obra em particular e em conjunto é como um grande quadro pelo qual vemos as operações do poder de Deus, de tal modo, que ficamos sem desculpas, ainda que sejamos incapazes de observá-la de forma nítida em razão do pecado [2]. Sobre isso a Confissão de Fé de Westminster vai dizer que:  

 

Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal maneira manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis (Rm 2:14,15; Rm 1:19,20; Rm 1:32; Rm 2:1; Sl 19:1-3), contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade, que são necessários para a salvação (1Co 1:21;1Co 2:13,14). [3] 

 

O conhecimento de Deus necessário a salvação do qual precisamos é encontrado somente na Revelação Especial, "por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade (Hb 1:1)[4]. 

Quando a Confissão Gaulesa aduz que a Revelação Especial dada primeiramente de forma verbal foi posteriormente escrita, não deixa espaço para a ideia de qualquer conteúdo revelacional, necessário a salvação, deixado fora das Sagradas Escrituras. Essa conclusão também é defendida por outras Confissões. A Confissão de Westminster afirma que: 

 

[...] para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido em fazer escrever todo esta (Pv 22: 19-21; Lc 1: 3,4; Rm 15:4; Mt 4: 4,7,10: Is 8: 19,20); o que torna indispensável a Escritura Sagrada (2Tm 3:15; 2Pe 1:19), tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo (Hb 1:1,2)[5]. 

 

A Confissão de Batista de Londres apresenta a mesma compreensão quando assegura que "a todas as coisas necessárias” para a salvação do homem, as quais devem ser cridas e vividas, "é expressamente declarado ou necessariamente contido nas Sagradas Escrituras”[6]. 

Ao comentar Efésios 2.20, Franklin Ferreira aduz que o Novo Testamento colocou limites na revelação de Deus, sendo o acesso a ela pelas Escrituras, que é “a fundação sobre a qual a Igreja é Edificada” [7]. Não havendo, desse modo qualquer conteúdo revelacional necessários a salvação fora da Bíblia. 

Conforme se vê da leitura do Novo Testamento, as promessas da Antiga Aliança encontraram seu cumprimento na vida e ensino de Cristo.  

O próprio Cristo havia dito aos seus discípulos que ele era o cumprimento do que estava escrito “na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” (Lc 24.27, 44) e que sendo testemunhas de que Cristo havia cumprido as promessas da Antiga Aliança, eles deveriam anunciar essa boa notícia a todas as nações (Lc 24.47). O conteúdo daquilo que a Igreja deveria pregar estava intimamente ligada as expectativas acerca do Messias predito pelos profetas do Antigo Testamento. 

Paulo vai dizer que o evangelho que havia anunciado aos coríntios foi entregue tal como ele havia recebido: “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1 Coríntios 15.1-4). 

Logo, o conteúdo da pregação apostólica não era uma novidade, mas o anúncio de que as profecias do Antigo Testamento acerca do Messias haviam sido cumpridas em Jesus Cristo.  

Graeme Goldsworthy, explica que o evento evangélico não era uma coisa nova: 

 

“[...], mas [...] a conclusão e o cumprimento de todos os atos salvadores e promessas de Deus no Antigo Testamento. Repetidas vezes, Jesus falou sobre o seu papel como cumprimento da Escritura [Mt 3.15; 5.17; 13.14; 26.54,56; Mc 1.15; 14.49; Lc 4.21; 21.22, 24; 22.37; 24.44-47; Jo 13.18; 15.25; 17.12 ...] A mesma convicção é claramente sustentada pelos escritores dos evangelhos e pelos apóstolos [Mt1.22; 2.15, 17, 23; 4.14; 8.17; 12.17; 21.4; 27.9; Jo 12.38; 18.32; 19.24, 28, 36; At 1.16; 3.18; 13.27, 33].  

Portanto, havendo dito que as Escrituras testificavam dele e que Moisés escrevera sobre ele, Jesus se referiu ao seu ensino anterior dizendo; “Importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na lei de Moisés, nos profetas e nos salmos” [Jo 5.39, 46-47; Lc 24.44]”.[8] 

 

Dessa recorrência de Jesus e dos escritores neotestamentarios as Escrituras do Antigo Testamento, o protestante tem uma base para o “Sola Scriptura”, visto que, não se recorre em primeiro lugar a tradição oral ou qualquer outra autoridade, mas a Escritura, como autoridade suprema, final e infalível (Jo 10.35).  

Ao dar primazia a Bíblia, assim como faziam os escritores bíblicos, o protestantismo dá primazia a Revelação, visto que o conteúdo da Bíblia é a própria Revelação. Desse modo, qualquer tentativa de sujeitar a autoridade da Bíblia a Igreja é tido como uma tentativa de sujeitar a Revelação de Deus à Igreja, fazendo dela uma “serva da Igreja”, o que seria inaceitável. 

O próprio Cristo enviou os apóstolos a todo o mundo com essa mensagem e disse que quem os ouvisse estaria ouvindo-o (Lc 10.16). Através desses homens, “Deus quis deixar registrado os mais necessários e importantes elementos de sua revelação. Portanto, Deus é o autor da Escritura, ou, Deus é o autor da revelação divina que foi colocada dentro das Sagradas Escrituras”[9]. 

Logo, a autoridade da Escritura não depende do testemunho da Igreja, mas do seu autor que é Deus, que pelo seu Santo Espirito opera internamente, persuadindo-nos de maneira certeira quanto a infalibilidade e divina autoridade das Sagradas Escrituras [10]. 

 

[1] Confissão Gaulesa [francesa, ou de rochelle] (1559). Disponível em: <https://www.ipportovelho.com.br/artigo/confissao-gaulesa-francesa-ou-de-rochelle-1559>. Acesso em: 31 de maio de 2020 

[2] CALVINO, João. As institutas da religião Cristã: edição especial com notas para estudo e pesquisa. São Paulo. Cultura Cristã, 2006, p.63-69 

[3] Confissão de Fé de Westminster. Disponível em: <http://www.ipportovelho.com.br/uploads/documentos/1647-a-confissao-de-fe.pdf> Acesso em: 04 de junho de 2020. 

[4] Ibidem 

[5]Ibidem 

[6] A Confissão de Fé Batista de 1689 & Um Catecismo Puritano Compilado por C.H.Spurgeon. Disponível em: <https://oestandartedecristo.com/2019/03/22/confissao-de-fe-batista-de-londres-de-1677-1689/#_Toc487379700>. Acesso em: 31 de maio de 2020. 

[7] FERREIRA, Franklin; MYATT, Alan. Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual. São Paulo: Vida Nova, 2007, p.115. 

[8] GOLDSWORTTHY, GraemePregando toda a bíblia como escritura cristã: a aplicação da teologia bíblica à pregação expositiva. 1 Ed. São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2013, p.97. 

[9] GERHARD, Johann apud PREUS, Robert. A Palavra de Deus na Teologia da Ortodoxia Luterana. Revista teológica da Igreja Evangélica Luterana do Brasil. Casa Publicadora Concórdia, Ano XXXIII, 1972, p, 5, Porto Alegre. Seminário Concórdia. Disponível em:<http://www.seminarioconcordia.com.br/seminario_novo/index.php/component/sppagebuilder/71-biblioteca-revista-igreja-luterana> Acesso em: 04 de junho de 2020. 

[10] A Confissão de Fé Batista de 1689 & Um Catecismo Puritano Compilado por C.H.Spurgeon. Disponível em: <https://oestandartedecristo.com/2019/03/22/confissao-de-fe-batista-de-londres-de-1677-1689/#_Toc487379700>. Acesso em: 31 de maio de 2020. 

 

 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

A MISERICÓRDIA DE DEUS

 

A MISERICÓRDIA DE DEUS

è expressão da bondade de Deus – Sl 86.5, Sl 23.6

è Compaixão pelo mundo caído

è Tem em vista os que estão no estado de pecado e miséria

è Atributo essencial de Deus

 

 

1.       A MISERICÓRDIA PRESSUPÕE A QUEDA – A criação toda foi afetada pela queda e está em estado de miséria e pecado, carente da misericórdia – Rm 8.20-22, Sl 145.8-9

 

2.       OS OBJETOS DA MISERICÓRDIA

a)       a criação em geral- Sl 145.8,9

b)      aos seres humanos

(i)                  dedicadas aos remidos – Sl 103.13, Sl 51.1

(ii)                Aos não remidos – Sl 73.1-17

(iii)               Aos que estão para ser remidos – Ez 18.23-32, 33.11, Lm 3.22.

 

3.       A MISERICÓRDIA É A CAUSA NEGATIVA DA SALVAÇÃO

a)       Libertação que tira o pecador de debaixo da ira

b)      Deus deixa de nos dar o que merecemos – Lm 3.11

 

4.       A DURAÇÃO DA MISERICÓRDIA

a)       A misericórdia temporária – se o objeto da misericórdia é o ímpio.

b)      A misericórdia eterna – se o objeto da misericórdia é o pecador que está para ser salvo – Sl 86.5, Lc 1.50, Sl 136, Sl 103.17, Is 54.8, Lm 3.22,23.

 

5.       CARACTERÍSTICAS DA MISERICÓRDIA DE DEUS

a)       É grande - Sl 103.11, Sl 108.14, Sl 117.2.

b)      Tem múltiplas formas – Sl 119.156, 1 Cr 21.13

c)       É imutável – Is 54.10, 55.3,5

d)      É soberana – Rm 9.14-18

 

6.       MANIFESTAÇÃO SUPREMA DA MISERICÓRDIA é o envio do Senhor Jesus Cristo para morrer no lugar do seu povo e livrá-los da condenação - Lc 1.76-77.

 

A misericórdia está relacionada com a paciência (Nm 14.18, Sl 86.15, Sl 145.8), Juízo (tg 2.13) e graça

 

·         Graça – é a concessão de favores (mão aberta)

·         Misericórdia é a retenção daquilo que merecemos (mão fechada)

 

7.       APLICAÇÃO

a)       Reconheça que do Senhor vem a misericórdia – Dn 9.9

b)      Suplique misericórdia por si (Sl 51.1, 57.1) e por outras pessoas (Dn 9.18)

c)       Cante misericórdia – Sl 89.1

d)      Renda graças pela misericórdia – Lm 3.22, Tt 3.5, Rm 9.23, 2 Co 1.3

e)      Pratique a misericórdia – Mq 6.8, Os 6.6, Zc 7.9, Lc 6.36


Apontamentos do livro:  O ser de Deus e seus atributos - Heber Carlos Campos

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

O AMOR DE DEUS

 

O AMOR DE DEUS

É a maneira mais doce de Deus expressar a sua bondade.

1.       O amor é essencial em Deus – 1 Jo 4.8.

2.       Nascedouro do amor de Deus: em si mesmo – 1 Jo 4.16.

 

3.       Objetos do amor

a)       Ad intra – é o amor demonstrado pelas pessoas da trindade entre si – Jo 3.35; Jo 10.17; Jo 15.9,10; 17.23-26; Jo 14.31; Rm 15.30.

b)      Ad extra – é o amor demonstrado por criaturas caídas.

 

4.       Características do amor de Deus

a)       Amor de eleição – Ef 1.5.

b)      Amor de redenção – 1 Jo 4.10.

c)       Amor sacrificial – 1 Jo 3.16; Rm 8.32; Gl 2.20.

d)      Amor eterno – Jr 31.3.

e)      Amor imenso _ 1 Jo 3.1; Jo 15.13; Ef 2.4-19.

f)        Amor que dá – Ef 3.17-19.

g)       Amor que procura – Lc 15.

h)      Amor soberano – Rm 9.11-15.

i)        Amor que triunfa – Rm 5.5; Rm 8.37-39.

 

5.       Aplicação

a)       Aprenda a apreciar o amor de Deus – Ef2.1-7.

b)      Ensino sobre o grande pressuposto do amor salvador – Hb 2.3

c)       Exercite o seu amor a Deus de todos o coração – Mc 12.31; Jo 13.34,35.

d)      Permaneça no amor – 1 Jo 15.9,10.


Apontamentos do livro:  O ser de Deus e seus atributos - Heber Carlos Campos

 

O BATISMO AINDA FALA

 Muitos cristãos enxergam o batismo como uma lembrança distante. Foi um acontecimento importante, mas ficou no passado. Entretanto, a Escrit...