Uma das maiores dificuldades do homem é aceitar que não pode contribuir com nada para sua própria salvação. Nossa natureza caída insiste em procurar dentro de si alguma qualidade que possa servir de fundamento para a aceitação diante de Deus. Alguns procuram na moralidade. Outros na sinceridade. Outros ainda na intensidade da fé. Todos fracassam.
O evangelho começa justamente onde termina toda esperança humana. Ele anuncia que a salvação não foi produzida dentro de nós, mas fora de nós. O Filho de Deus entrou na história, assumiu nossa natureza, cumpriu perfeitamente a Lei, morreu pelos pecadores e ressuscitou dentre os mortos. A obra da redenção foi realizada objetivamente na pessoa de Cristo.
Isso significa que a nossa esperança não repousa na qualidade do nosso arrependimento, nem na força da nossa fé, nem na consistência da nossa obediência. Essas coisas possuem seu lugar, mas nenhuma delas é o fundamento da nossa aceitação diante de Deus.
A pergunta decisiva não é: "O que encontro em mim?" A pergunta decisiva é: "O que encontro em Cristo?"
Quando a consciência acusa, quando o pecado se torna evidente, quando a fé parece fraca, o cristão não precisa procurar refúgio dentro de si. Ele corre para Cristo. Sua justiça está em outro. Sua paz está em outro. Sua esperança está em outro.
A boa notícia do evangelho é que Deus não nos salvou por aquilo que somos, mas por aquilo que Cristo é.
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