quinta-feira, 30 de abril de 2026

ALIANÇA DA GRAÇA


Embora a rebelião da humanidade tenha trazido juízo, Deus preservou a ordem no universo ao mesmo tempo em que começou a revelar o seu propósito de suplantar os efeitos da queda (GOLDSWORTHY, 2018, p. 115).

Esse propósito não foi um plano “B” porque o plano “A” falhou. Como disse John Piper:

 

Deus não entrou em cena no jardim do Éden e disse: “O que vocês fizeram? Eu realmente não sabia que isso aconteceria. Eu realmente não tinha planos para o meu Filho morrer por pecadores assim. Agora vocês arruinaram tudo”. [Pelo contrário] A Bíblia diz que o Filho foi conhecido e morto antes da fundação do mundo (1 Pe 1.20; Ap 13.8). A Bíblia diz que esse [Adão] é um tipo contra o qual Cristo será grandemente glorificado (Rm 5.14). E por esse motivo, esse tipo estava no plano. (PIPER, 2009)[1]

 

Os reformados afirmam que Deus decretou todas as coisas na eternidade, inclusive a queda, não como autor do pecado, mas ordenando-a de tal modo que a liberdade e responsabilidade da criatura permanecem íntegras. Deus decidiu permitir a queda e incluí-la em seu plano sábio e santo, com o propósito de manifestar a sua justiça e a riqueza da sua graça.

Nesse sentido, não se afirma que o pecado era necessário em si mesmo, mas que Deus, em sua sabedoria, ordenou a história de tal forma que a redenção em Cristo se tornasse a mais plena revelação de sua glória. Como bem afirmou John Piper, o primeiro Adão aparece como tipo daquele que havia de vir.



[1] https://voltemosaoevangelho.com/blog/2009/04/john-piper-deus-nao-foi-pego-de-surpresa-por-adao/

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