Embora a rebelião da humanidade
tenha trazido juízo, Deus preservou a ordem no universo ao mesmo tempo em que
começou a revelar o seu propósito de suplantar os efeitos da queda
(GOLDSWORTHY, 2018, p. 115).
Esse propósito não foi um plano
“B” porque o plano “A” falhou. Como disse John Piper:
Deus não entrou em cena no jardim do Éden e disse: “O que
vocês fizeram? Eu realmente não sabia que isso aconteceria. Eu realmente não
tinha planos para o meu Filho morrer por pecadores assim. Agora vocês
arruinaram tudo”. [Pelo contrário] A Bíblia diz que o Filho foi conhecido e
morto antes da fundação do mundo (1 Pe 1.20; Ap 13.8). A Bíblia diz que esse
[Adão] é um tipo contra o qual Cristo será grandemente glorificado (Rm 5.14). E
por esse motivo, esse tipo estava no plano. (PIPER, 2009)[1]
Os reformados afirmam que Deus
decretou todas as coisas na eternidade, inclusive a queda, não como autor do
pecado, mas ordenando-a de tal modo que a liberdade e responsabilidade da
criatura permanecem íntegras. Deus decidiu permitir a queda e incluí-la em seu
plano sábio e santo, com o propósito de manifestar a sua justiça e a riqueza da
sua graça.
Nesse sentido, não se afirma que
o pecado era necessário em si mesmo, mas que Deus, em sua sabedoria, ordenou a
história de tal forma que a redenção em Cristo se tornasse a mais plena
revelação de sua glória. Como bem afirmou John Piper, o primeiro Adão aparece
como tipo daquele que havia de vir.
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