DA FILIAÇÃO ETERNA DE CRISTO
Filiação eterna versus Filiação
temporal
1. A
negação da filiação eterna
A ideia de FILIAÇÃO sempre se
esbarrou no problema da ETERNIDADE. Para os seres humanos, o pai não pode em
sentido algum preceder o filho. Se Cristo é Filho, haveria um tempo em que ele
não era Filho, nem Deus era Pai?
Os arianos ensinavam que pela
vontade do Pai “o Filho foi gerado do nada”. Com essa afirmação eles queriam
dizer que ele veio a existir no “tempo”. Nessa concepção, Deus se torna Pai
quando cria o Filho.
Ainda há, os que afirmam que a “noção
de Filho” apareceu somente na encarnação ou em outro período da vida do
Messias.
2. A
afirmação da filiação eterna
Combatendo essa ideia, a Igreja
Cristã fundamentada nas Escrituras, afirmou abertamente a geração eterna do
Filho.
Em outras palavras, a sua filiação
eterna:
·
Nunca houve um “tempo” em que o Filho não tenha
sido Filho. Ele não veio a ser Filho no tempo. Ele é Filho desde sempre. Ele
não veio a Existência como as outras criaturas. Deve ser crido que ele é o
Filho eterno do Pai.
· O propósito da doutrina é ressaltar a filiação eterna de Cristo.
3. Perigo
da negação da Filiação eterna
Quando negamos a noção de filiação
eterna, também temos de negar a noção de paternidade eterna. Se não havia
eternamente Filho eternamente, também não havia eternamente o Pai. As Escrituras,
porém, nos apresenta o relacionamento entre Deus o Pai e Cristo o Filho como um
relacionamento eterno de Pai-Filho.
4. Ensino das Escrituras
I.
Jesus Cristo foi chamado de Filho ANTES mesmo da
encarnação – Jo 17.5/ Rm 8.3
II.
O relacionamento de Deus Pai com o Filho
acontece desde a eternidade - Jo 17.24. Portanto a filiação do Redentor é
eterna e não temporal.
III.
A Bíblia revela a pré-existência do Redentor
como Filho – Jo 3.16, Rm 8.3, Rm 8.32, 1 Jo 4.9, Mt 3.17 e 17.5
5. Argumentos
teológicos da filiação eterna
I.
A Paternidade divina exige a Filiação eterna:
Quem nega a filiação eterna também tem que negar a paternidade eterna de Deus.
II.
A filiação eterna implica em identidade de
natureza. Se o Filho não possui a mesma natureza do Pai, então há a criação de
uma nova substância, o que tornaria a natureza essencial do Filho diferente da
do Pai. Jesus, no entanto, afirmou ser da mesma identidade essencial do seu Pai
- Jo 10.30.
O Pai não
pode, em sentido algum, preceder o Filho, pois a noção de eternidade elimina
qualquer noção temporal. Eternidade é aquilo que faz contraste com o tempo.
Os termos Pai
e Filho, devem sugerir co-igualdade em natureza. Se o primeiro é eterno, o
segundo não pode ter vindo a existência na história sendo, portanto, eterno em
sua filiação.
6. A
importância da filiação eterna do Filho
I.
Sem a filiação eterna perdemos a medida do amor
divino
II.
Sem a filiação eterna não se pode defender a
identidade essencial
III.
Sem a filiação eterna perdemos a noção de
trindade
IV.
Sem a filiação eterna ficamos com uma redenção
sem revelação
O propósito da doutrina é
ressaltar a filiação eterna de Cristo.
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