sexta-feira, 12 de abril de 2024

DA FILIAÇÃO ETERNA DE CRISTO

DA FILIAÇÃO ETERNA DE CRISTO

 

Filiação eterna versus Filiação temporal

 

1.      A negação da filiação eterna

A ideia de FILIAÇÃO sempre se esbarrou no problema da ETERNIDADE. Para os seres humanos, o pai não pode em sentido algum preceder o filho. Se Cristo é Filho, haveria um tempo em que ele não era Filho, nem Deus era Pai?

Os arianos ensinavam que pela vontade do Pai “o Filho foi gerado do nada”. Com essa afirmação eles queriam dizer que ele veio a existir no “tempo”. Nessa concepção, Deus se torna Pai quando cria o Filho.

Ainda há, os que afirmam que a “noção de Filho” apareceu somente na encarnação ou em outro período da vida do Messias.

 

2.      A afirmação da filiação eterna

Combatendo essa ideia, a Igreja Cristã fundamentada nas Escrituras, afirmou abertamente a geração eterna do Filho.

Em outras palavras, a sua filiação eterna:

·         Nunca houve um “tempo” em que o Filho não tenha sido Filho. Ele não veio a ser Filho no tempo. Ele é Filho desde sempre. Ele não veio a Existência como as outras criaturas. Deve ser crido que ele é o Filho eterno do Pai.

 

·         O propósito da doutrina é ressaltar a filiação eterna de Cristo.

3.      Perigo da negação da Filiação eterna

Quando negamos a noção de filiação eterna, também temos de negar a noção de paternidade eterna. Se não havia eternamente Filho eternamente, também não havia eternamente o Pai. As Escrituras, porém, nos apresenta o relacionamento entre Deus o Pai e Cristo o Filho como um relacionamento eterno de Pai-Filho.

 

4.       Ensino das Escrituras

I.                    Jesus Cristo foi chamado de Filho ANTES mesmo da encarnação – Jo 17.5/ Rm 8.3

II.                  O relacionamento de Deus Pai com o Filho acontece desde a eternidade - Jo 17.24. Portanto a filiação do Redentor é eterna e não temporal.

III.                A Bíblia revela a pré-existência do Redentor como Filho – Jo 3.16, Rm 8.3, Rm 8.32, 1 Jo 4.9, Mt 3.17 e 17.5

 

5.      Argumentos teológicos da filiação eterna

I.                    A Paternidade divina exige a Filiação eterna: Quem nega a filiação eterna também tem que negar a paternidade eterna de Deus.

II.                  A filiação eterna implica em identidade de natureza. Se o Filho não possui a mesma natureza do Pai, então há a criação de uma nova substância, o que tornaria a natureza essencial do Filho diferente da do Pai. Jesus, no entanto, afirmou ser da mesma identidade essencial do seu Pai - Jo 10.30.

 

O Pai não pode, em sentido algum, preceder o Filho, pois a noção de eternidade elimina qualquer noção temporal. Eternidade é aquilo que faz contraste com o tempo.

Os termos Pai e Filho, devem sugerir co-igualdade em natureza. Se o primeiro é eterno, o segundo não pode ter vindo a existência na história sendo, portanto, eterno em sua filiação.

 

6.      A importância da filiação eterna do Filho

I.                    Sem a filiação eterna perdemos a medida do amor divino

II.                  Sem a filiação eterna não se pode defender a identidade essencial

III.                Sem a filiação eterna perdemos a noção de trindade

IV.               Sem a filiação eterna ficamos com uma redenção sem revelação

O propósito da doutrina é ressaltar a filiação eterna de Cristo.


Apontamentos do livro:  O ser de Deus e seus atributos - Heber Carlos Campos

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