por Kenneth L. Gentry, Jr.
Uma leitora da Postmillenial World view me perguntou: “Qual é a sua resposta à acusação de 'Utopia' levantada (especialmente) pelos pré-milenistas?
Esta é uma acusação comum feita contra o pós-milenista.[...]
Infelizmente, no debate escatológico, o pós-milenismo é a opção escatológica mais fácil de ser mal interpretada. Isto deve-se ao fato de ir contra as expectativas pessimistas prevalecentes das outras visões de milênio. A esperança para o nosso futuro histórico parece uma utopia para essas pessoas. E como sabemos “Utopia” vem do grego: ou (“não”) e topos (“lugar”) e significa “não-lugar”. Então, se o pós-milenismo é utópico, não vai a lugar nenhum.
Infelizmente, pressuposições ocultas defeituosas muitas vezes mancham os argumentos milenares, embora os críticos evangélicos e reformados raramente estejam cientes disso.
A este respeito, devo dissipar três erros comuns que infectam a sua compreensão do pós-milenismo. Rejeitá-los não os tornará pós-milenistas, mas os trará de volta a considerar o que os pós-milenistas realmente acreditam.
Primeiro, os pós-milenistas não afirmam o universalismo.
A esperança pós-milenista é de uma presença generalizada e culturalmente influente da verdadeira fé cristã. Acreditamos que um dia o Cristianismo será a regra e não a exceção à regra nos assuntos humanos. Contudo, não afirmamos que todos serão salvos em qualquer momento da história. O mundo sempre experimentará a presença de incrédulos. Mas no futuro será mais parecido com o joio num campo de trigo. Tal compreensão pós-milenista não pode levar a qualquer utopia de uma sociedade ideal.
Segundo, os pós-milenistas não acreditam no perfeccionismo.
Não só haverá sempre a presença de incrédulos na terra — mesmo no auge do avanço histórico do reino —, mas o reino será sempre composto de pecadores. Estes serão pecadores salvos pela graça, com certeza. Mas como qualquer boa igreja evangélica, estes pecadores salvos nunca alcançarão um estado de perfeição espiritual enquanto estiverem na terra. Esse nível de santificação aguarda a nossa saída destes corpos mortais e a entrada na presença de Deus. Quem diria que qualquer igreja local na terra é uma utopia? E, no entanto, ao mesmo tempo, quem não diria que preferiria que o mundo se parecesse mais com uma comunidade eclesial de crentes do que com as ruas de Detroit à noite?
Terceiro, os pós-milenistas não se envolvem no satisfacionismo.
Com isto queremos dizer que não preferimos o avanço do reino na terra – mesmo no seu auge! – entrar na presença de nosso Senhor e habitar com ele na eternidade. Temos um trabalho a fazer. Uma obra para a qual Deus nos chamou. Mas nunca tiramos os olhos da glória da ordem eterna e da completa liberdade do pecado interior que recebemos ali. Assim, nunca poderemos estar totalmente satisfeitos, mesmo com os maiores avanços da história. Assim, não preferimos o domínio terreno à glória consumada.
Se os críticos fizessem uma “verificação de vírus” para estes três erros latentes, poderíamos focar o debate de forma mais precisa e frutífera.
Eu apontaria uma definição mais precisa de pós-milenismo para aqueles que fazem acusações de utopia. Então poderíamos colocar o debate no caminho certo. Uma definição funcional útil é encontrada na minha página
FONTE:https://postmillennialworldview.com/2023/07/21/postmillennial-utopia-2/#comments
Tradução livre
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