APONTAMENTOS DA RESPOSTA DE RALPH
SMITH À JEREMY SEXTON – PARTE 2
Continuação:
II. A GRANDE COMISSÃO DEFINE O PROGRAMA PARA ESTA ERA, A QUAL COMEÇOU COM A RESSURREIÇÃO E ASCENSÃO DE JESUS E TERMINARÁ COM A SUA SEGUNDA VIDA.
Sexton alega que a
expressão “todas as nações” não implica abrangência mundial, o que se prova por
textos como Mt 24.14.
Ralph, por sua vez, advoga
que embora isso seja verdadeiro em certo ponto, a questão que se deve ser em
vista é o CONTEXTO, visto que uma expressão pode ter significados diferentes em
contextos diferentes.
Sexton ainda alega que
“discipular as nações” também não implica abrangência nacional, apresentando
para isso o texto de Atos 8.40.
Smith rebate e aduz que em
Atos 8.40 Filipe apenas está de passagem e não envolvido num programa de
discipulado, de modo, que essa passagem não é relevante para a Grande Comissão.
A grande comissão começa
com:
·
Uma
declaração da autoridade de Cristo;
·
Seguida
por ordens especificas que fluem dessa autoridade;
·
Culminando
com uma promessa que garante o sucesso do trabalho
A promessa de que Jesus estaria com
eles “até a consumação dos séculos” implica que a GRANDE COMISSÃO se estenderia
para além do tempo de vida deles.
A Grande Comissão é uma obra
inacabada. Jesus mandou “fazer discípulos” e “batizar” (v.19).
A palavras “Nações” no texto tem o
sentido de etnias/grupo de pessoas.
A ascensão de Jesus foi o início de
uma ERA totalmente NOVA (Daniel 2 e 7), começa com a ascensão e termina com o
regresso de Cristo a terra.
Deve-se lembrar que o livro de Mateu
começa apontando para Jesus como o Messias que cumpre as alianças davídica e
abrâamica.
A Grande Comissão no final do
Evangelho forma um inclusio com as alusões à aliança em 1.1 e Jesus sendo
chamado Emanuel (1.23).
É bastante claro que o pano de fundo
para a compreensão da Grande Comissão é a história da aliança de Israel, com
foco nas alianças abraâmica e davidica.
O Salmo 2 fala do ungido de Yahweh
herdando as nações do mundo.
Jesus veio para nos libertar da
maldição do éden e da maldição de Babel. Primeiro a cruz e a ressurreição e
depois o pentecoste constituíram o início de uma nova humanidade unida em
Cristo.
Paulo também fala da promessa abraâmica
aos Gálatas 3.8.
Deus promete derramar seu Espírito
Santo sobre as nações cumprindo a promessa a Abraão. Deus prometeu a Abraão que
abençoaria os gentios.
A ordem de Jesus prevê a conquista
mundial
Porque Jesus começou a definição de
discipulado ordenando a cerimônia. A resposta é que ele está fazendo na Grande
Comissão o que fez quando ordenou que Abraão circuncidasse. O Batismo é uma
cerimônia de aliança.
A medida que pessoas de toda Tribo, língua
e nações são batizadas, elas são unidos uns aos outros em sua união no corpo de
Jesus. O batismo reúne as nações. A ceia é a festa das nações na presença de
Deus.
Jesus promete estar “com” Seus
discípulos “até o fim dos tempos”. Nos versículos culminantes do Evangelho de
Mateus, a promessa de Sua presença lembra Seu nome “Emanuel”, que Mateus
explica como “Deus conosco” – uma fórmula de promessa pactual que é repetida em
todo o Antigo Testamento (Gênesis 26:3, 24, 28;Êxodo 3:10; 16:3; Josué 23:21;1:5, 9, 17; 3:7; 6:27; 22:31; Juízes 1:19, 22; 6:12, 13, 16; Rute. 2:4; 1
Samuel 3:19; 10:7; 14:7;16:18; 17:37; 18:12, 14, 28; 20:13; 2 Samuel 7:3;
14:17; 1 Reis 1:37; 8:57; 11:38; 2 Reis. 3:12; 10:15; 18:7; 1 Crônicas 9:20;
17:2; 22:11; 16; 28:20; 2 Crônicas. 1:1; 13:12; 15:2, 9; 17:3; 19:11; 20:17; 36:23; Esdras 1:3;
Salmos 118:6, 7; Isaías 8:10; 41:10; 43:2, 5; 45:14; Jeremias 1:8, 19; 15:20; 20:11; 30:11; 42:11;
46:28; Sofonias 3:17; Ageu 1:13; 2:4; Zacarias 8:23; 10:5).
Jesus não promete apenas presença, mas presença para abençoar e capacitar os
discípulos a cumprir a comissão.
Isto resume brevemente a Grande
Comissão, mas a leitura aqui não é “distinta”. Na verdade, embora a exposição
do pré-milenista John Piper seja diferente, é claro, ainda assim, no geral, ela
é muito parecida com uma interpretação pós-milenista!
John
Piper, O que Jesus exige do mundo (Wheaton, IL: Crossway Books, 2006), pp. A
exposição de Piper é “otimista” e a sua recomendação de um livro pós-milenista
levantou a questão: “Você está se tornando um pós-milenista?” Flautista responde
negativamente, mas ele também diz que “estou me tornando um pré-milenista mais
cheio de esperança”. https://www.desiringgod.org/articles/are-you-becoming-a-post-millennialist.
{...}
continua....
Considerações pessoais.
Reduzir a circunferência do triunfo universal
do Evangelho no ministério dos apóstolos é reduzir drasticamente a Grande
Comissão.
Uma vez que Cristo comprou para si comprou
para si gente de toda língua tribo e nação, obviamente a grande comissão tem
como escopo a pregação do evangelho a todas as nações (Ap 5.9-10).
Lembrando que a promessa de Deus a
Abraão é que nele seria benditas todas as famílias da terra (Gn 12.3; Gl 3.8).
Embora John Piper seja pré-milenista,
ou seja, discorde do momento em que o crescimento do Evangelho ocorrerá, ele
afirma o seguinte:
“[...] Eles
estavam certos que:
1.
Deus prometeu que um dia todos os povos
(não todos os indivíduos!) irão adorá-lo ( Salmo 86:9 );
2.
Deus é soberano e cumprirá esta promessa
pelo poder da sua graça ( João 10:16 ; 11:52 );
3.
Deus ordenou que a igreja fosse seu
instrumento para reunir um povo de todas as nações da terra ( Mateus 24:13 );
e
4.
este trabalho missionário é uma parte
essencial do cumprimento da esperança de que “a terra se encherá do
conhecimento da glória de Deus como as águas cobrem o mar” ( Habacuque 2:14 ).
[...] A
diferença entre o meu pré-milenismo e o pós-milenismo dos puritanos é que vejo
Cristo intervindo diretamente para completar o domínio do evangelho sobre o
mundo. O evangelho não superará toda a incredulidade antes que Cristo venha.
Quando a tarefa missionária estiver concluída, Cristo virá e banirá todos os
incrédulos do mundo. Esta será a grande consumação da causa missionária. O
mundo estará cheio de pessoas que conhecem, louvam, desfrutam e temem a Deus
(Salmo 67 ).
Cristo não
fará isso fora das missões. É por isso que as missões devem ser impulsionadas
por esta grande esperança para a glória mundial da igreja, do evangelho e de
Deus. Essencialmente, portanto (se não em detalhes), a nossa esperança é a
mesma dos Puritanos, e temos muito a aprender com eles."
Fonte:https://www.desiringgod.org/articles/are-you-becoming-a-post-millennialist.
Nenhum comentário:
Postar um comentário