O propósito do termo Theotokos (Θεοτόκος), utilizado no Concílio de Éfeso (431 d.C.), foi afirmar a divindade de Jesus Cristo e não divinizar Maria.
O termo significa "Mãe de Deus" e foi empregado para combater a heresia nestoriana, que separava a natureza divina e a natureza humana de Cristo de maneira radical.
O termo foi adotado para enfatizar que o Filho nascido de Maria era o mesmo Logos divino encarnado (João 1:14). Ou seja, não se tratava de um mero homem unido posteriormente à divindade, mas do próprio Deus assumindo a natureza humana desde a concepção.
Nestório argumentava que Maria deveria ser chamada Christotokos ("Portadora de Cristo"), pois, segundo ele, Maria deu à luz apenas a natureza humana de Jesus. Ocorre que esta afirmação fazia uma separação radical entre a humanidade e a divindade de Cristo.
Em suma, o termo reconhece que aquele a quem ela deu à luz é verdadeiramente Deus. Esse entendimento é coerente com Lucas 1:43, quando Isabel, cheia do Espírito Santo, chama Maria de "mãe do meu Senhor".
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