terça-feira, 11 de junho de 2024

APONTAMENTOS DA RESPOSTA DE RALPH SMITH À JEREMY SEXTON – PARTE 3

 

APONTAMENTOS DA RESPOSTA DE RALPH SMITH À JEREMY SEXTON – PARTE 3

Continuação:


I.   1 CORINTIOS 15.20-28 DESCREVE A VISÃO BIBLICA – A METANARRATIVA – DE ADÃO ATÉ A SEGUNDA VINDA DE CRISTO QUE DEPENDE DA VISÃO DEFINIDA PELA GRANDE COMISSÃO.

Sexton deixa de fora a palavra mais importante do verso 25, a palavra “reinar”.

O que significa dizer que Jesus está governando agora? Porque aqui em Efésios 1.18-23, Paulo alude o salmo 8 e 110? Porque Pedro conecta o Salmo 110 com o dom do Espírito Santo em Atos 2.32-35.

Sexton talvez ignore o fato de a Grande Comissão ser parte da metanarrativa que começa com o mandato de domínio dado a Adão (Gn 1.26-28) e repetido na Aliança com Noé (Gn 9.1-7).

O último Adão morreu, ressuscitou e ascendeu ao lugar de domínio universal, para fazer através da Igreja, o que Adão e a velha humanidade falharam em fazer.

O último Adão deve cumprir o mandato do primeiro Adão, até que o faça, a história Bíblica não chegará a uma conclusão bíblica.

A ordem de sermos frutíferos, multiplicarmos e enchermos a terra só poderá ser cumprida antes do regresso de Jesus e da ressurreição do seu povo.

Agora, através do Espírito Santo, o último Adão exerce domínio através da Igreja.

O primeiro ato formal do Cristo entronizado foi enviar o Espirito do Pai sobre a Igreja – At.2.32-33.

Esse foi o primeiro passo para fazer seus inimigos o escabelo de seus pés (at.2.34-35.

Todas as coisas foram colocadas debaixo dos pés de Cristo – Ef 1.19-23.

Segundo Paulo aqui o poder da ressurreição está agora trabalhando no corpo de Cristo. Não pode haver dúvida de que a igreja é o corpo, através do qual ele cumprirá os seus propósitos na história.

Jesus estará com a sua Igreja até o fim.

O reinado atual de Cristo é também o reinado do último Adão, o qual cumprirá a comissão dada ao primeiro Adão no jardim.

Jesus levará seu povo a ser frutífero e a encher a terra, não importa quão fraca e sem vigor a igreja pareça agora.

Voltando ao capítulo 15 de 1 Corintios.

No verso 23, Paulo trata de 2 ressurreição, a de Cristo e ados crentes. Quando Cristo retornar e ressuscitar virá o fim.

Cristo porá fim a todas as autoridades e poderes e entregará tudo ao Pai. Paulo acrescenta que Jesus deve REINAR - o que o NT identifica como a era atual – até que o coloque os inimigos debaixo de seus pés.

O último inimigo a ser destruído é a morte.

Isso significa que a ressurreição daqueles que creem em Jesus é o último evento da história do mundo. História a qual começou em Adão e continuará até a vinda de Jesus para ressuscitar aqueles que estão nele.

Com a ressurreição dos mortos, o fim, ou meta, foi alcançado; um 'fim' que tem dois lados. Por um lado, a ressurreição dos mortos significará que Cristo subjugou, e assim destruiu, o inimigo final, a morte, expressa neste caso na terminologia “todo domínio” e “toda autoridade e poder”.

Por outro lado, com a derrota final do último inimigo, ocorreu a subjugação de todas as coisas, para que Cristo pudesse entregar o “governo” a Deus Pai. O resto do argumento explica como isso acontece.

A oposição de Paulo à falsa compreensão da ressurreição por parte dos Coríntios, declarada tão plenamente no capítulo 15 da sua epístola, pode não exigir uma compreensão pós-milenista da escatologia, mas à luz da história bíblica geral, certamente parece favorecê-la.

Sexton vê Apocalipse 20:7-10 como uma passagem problemática para o pós-milenismo.

·         Apocalipse 20:7-10 - Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá para enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a batalha. O número dessas é como a areia do mar.

Ralph defende que não vê qualquer incompatibilidade da referida para o pós-milenismo.

Imagine, se você observar gerações de cristãos em todo o mundo que são fiéis a Cristo e à Sua palavra, cristãos sinceros, alguns mais fracos, alguns mais fortes, alguns tolos, alguns mais sábios. Imagine que estes cristãos encheram o mundo– o cumprimento do Mandato de Domínio e da Grande Comissão pela obra de Cristo através do Espírito Santo, capacitando o Seu corpo para fazer o que Ele prometeu.

Imagine, então, uma última geração que se afasta de Cristo e do Evangelho, tendo sido enganada por Satanás.

A apostasia da última geração não anula a fé e as bênçãos das muitas gerações que a precederam. As longas gerações de bênçãos cumprem tanto o mandato de domínio como a grande comissão.

À luz da grande narrativa bíblica, a história da apostasia final é paralela à apostasia no início da história bíblica. Depois que Adão e a mulher ouviram as palavras do julgamento de Yahweh Elohim sobre a serpente/dragão (Gênesis 3:14-15), Adão chamou sua esposa de “Eva” – a mãe de todos os viventes (3:20), uma confissão de fé em a promessa.

Mas a história a partir desse ponto é horrível. Caim mata Abel e os descendentes de Caim governam o mundo até o dilúvio. Todo o mundo de Adão termina em pecado, rebelião e julgamento.

Até à ressurreição final, embora a salvação tenha vindo em Cristo, este mundo ainda é também um mundo de “carne”, ainda um mundo infectado pelo pecado de Adão.

A apostasia final é a revelação final da profundidade do pecado de Adão, os estertores da morte do mundo Adâmico, que continua até que Jesus destrua todos os inimigos na Sua Segunda Vinda.

É necessário que a rebelião remanescente da natureza Adâmica chegue à sua plena expressão numa segunda tentativa de assassinato de Jesus – como Caim assassinou Abel – na tentativa de massacre do povo de Jesus.

A apostasia final encerra a história do pecado que começou com Adão e foi engrandecida com Caim. Esta história também tem que chegar a um fim, juntamente com o diabo que a inspirou.

A história de Caim e Abel deve chegar ao fim. Isto não é um problema para o pós-milenismo, mas um argumento para a sua validade como uma imagem do todo bíblico.

CONCLUSÃO:

O argumento de Sexton falha, como disse no início, porque ele tende a perder a floresta pelas árvores.

De certa perspectiva, a história bíblica é a história do pecado e do fracasso do homem superado pela graça de Deus. Ainda mais, porém, tudo - mesmo antes da queda - visava a encarnação do Filho de Deus e a construção do Seu reino.

A vitória de Jesus sobre o pecado e a morte na cruz e Sua ressurreição comprou no novo mundo que foi planejado desde antes do início.

Ele enviou Seus discípulos para conquistar o velho mundo Adâmico pela Palavra de Deus e pelo poder do Espírito Santo.

Ou melhor, Jesus, como Cabeça do Seu Corpo, a Igreja, conquista o velho mundo Adâmico nesse Corpo e através dele, à medida que o Espírito Santo abençoa e usa a Igreja.

A vitória do Evangelho é uma vitória através da Palavra, uma vitória muitas vezes conquistada paradoxalmente através da humilhação e do sofrimento, vitória muitas vezes com toda a aparência de derrota.

O que cabe aos cristãos da nossa geração é a fidelidade a Jesus e ao Evangelho, orar pelo reino como Jesus nos ensinou, viver como pessoas obedientes do reino, adorando o Rei, perdoando uns aos outros diariamente e comendo e bebendo a refeição que Ele nos deu, e sinceramente pregando o Evangelho em todo o mundo até que todas as nações se prostrem diante de Jesus em louvor.

 

Minhas anotações:

Lembrando que John Jefferson Davis, em seu livro A Vitória do reino de Cristo defende a referida apostasia final. ”No final do período do milênio, haverá um breve período de apostasia e conflito impetuoso entre os cristãos e as forças do mal (Ap 20.7-10). 5. Final e simultaneamente, ocorrerá o retorno visível de Cristo, a ressurreição dos justos e ímpios, o julgamento final e a revelação dos novos céus e nova terra.[...] Um sistema pós-milenista pode incorporar esses textos, visto que dentro desse sistema há uma apostasia final e engano das nações (Ap 20.7,8; 2Ts 2.9-11) imediatamente antes do segundo advento e após o período de bênção milenar sobre a igreja (Ap 20.46). De fato, as próprias condições de prosperidade temporal que são um efeito secundário das bênçãos milenares tornam a mundaneidade e negligência descritas em 2 Timóteo 3.1-5, Lucas 17.26-30 e 1 Tessalonicenses 5.3 compreensíveis, e não escusáveis.” _ Fonte https://pdfcoffee.com/tom-knox-o-segredo-do-genesis-pdf-free.html


Há, contudo, posições contrárias. Verificar: https://www.revistacrista.org/literatura_Havera_uma_Apostasia_Final.html

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